Tudo sobre Metaverso

Logo que o Facebook anunciou, em 2021, o objetivo de se tornar uma “empresa de metaverso” em até cinco anos, o termo começou a ser muito falado. No entanto, muita gente ainda tem dúvida sobre o conceito, que continua bastante desconhecido pelo público em geral.

Primeiramente, entenda que o metaverso está distante do dia a dia das pessoas. Porém, vários projetos e produtos já empregam esse conceito.

Além disso, empresas do setor de realidade virtual afirmam que a tendência é de uma expansão e melhora tecnológica que deverão tornar o metaverso mais realista. Ou seja, o objetivo é conquistar um público cada vez maior e abrir uma nova fronteira de mercado. Continue lendo para saber tudo sobre metaverso.

O que é o metaverso?

Vale ressaltar que a ideia do metaverso não é algo novo. Na verdade, esse é um termo que surgiu na década de 1980 da literatura cyberpunk, com o livro ‘Snow Crash’.

Em suma, a ideia representa a possibilidade de acessar uma espécie de realidade paralela, em alguns casos ficcional, em que a pessoa consegue viver uma experiência de imersão. Podemos dizer que o metaverso não é algo real, mas busca passar uma sensação de realidade, e possui toda uma estrutura no mundo real para isso.

Então, partindo dessa ideia de imersão, vários metaversos surgiram com os videogames. Lembrando que a tecnologia só dá certo se tem uma aplicação essencial. No caso do metaverso, é o jogo, pois faz sentido uma imersão em outro mundo, interagindo com as pessoas. Essa espécie de metaverso nos games já existe há muito tempo

É claro que o grau de “metaverso” dos jogos varia pelo nível de imersão, e também pela capacidade de passar um certo realismo para o usuário. Nesse sentido, a tecnologia pode ser um fator que limita essa experiência.

Tendo isso em mente, é possível afirmar que o fracasso de experiências que investem mais no aspecto do metaverso, com criação de avatares e “vidas” paralelas, se deu por dois fatores. O primeiro é a limitação tecnológica, que exigia uma grande capacidade de processamento em uma época em que as conexões de internet eram lentas. Em segundo lugar, aconteceu o boom da expansão das redes sociais.

Então, o metaverso já existe há muito tempo. Só não chamava tanta atenção das pessoas. Entretanto, a partir do momento que as gigantes de tecnologia passaram a investir em realidade virtual e no próprio metaverso, por exemplo o Facebook e a Microsoft, o cenário mudou.

Também se espera que os novos avanços tecnológicos possam permitir um barateamento maior dos aparelhos de realidade virtual, atingindo um público maior. Além, é claro, da melhoria dos gráficos que eles geram, aumentando o grau de realismo.

Especialistas também apontam que o movimento do Facebook liga-se também a uma tentativa de “criar uma liga alternativa” de consumo de produtos. Muitas marcas famosas já estão vendendo no metaverso.

Afinal, para que serve o metaverso?

O metaverso é uma espécie de “evolução da internet”. Segundo as próprias palavras de Zuckerberg, ele deve ser pensado como “um meio de as pessoas interagirem umas com as outras através da tecnologia”.

Isso porque no metaverso poderemos nos relacionar com qualquer pessoa, de qualquer lugar, a qualquer momento. E os impactos dessa realidade poderão ser sentidos em todas as esferas da vida.

Isso significa que o modo de trabalhar irá mudar, assim como o modo de compartilhar experiências. Para o metaverso, as fronteiras físicas não são mais um problema.

Como funciona o metaverso?

Por fim, é importante explicar que o metaverso ainda está em um estágio quase inicial, no qual muitas tecnologias que serão usadas para torná-lo real, ainda estão em fases iniciais embrionárias e descentralizadas.

Isso significa que o metaverso precisa que as tecnologias disponíveis atualmente alcancem um nível maior de maturidade, para que a experiência virtual e real se tornem cada vez mais próximas.

Outro ponto é que existem muitos conceitos, como o de NFT’s que precisam ser integrados a um modelo onde todas essas tecnologias, conceitos e dispositivos trabalhem juntos para garantir que o metaverso realmente funcione.

Para usufruir dessa nova experiência, ainda precisamos de hardwares. Ou seja, peças físicas (como computadores, óculos de realidade virtual, sensores), que nos permitem visualizar uma extensão do mundo físico através de animações computadorizadas em realidade aumentada.

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